Conheça as inspirações convidadas para Comunidade Confluência
- escolaschumacherbr
- há 16 horas
- 3 min de leitura
Todo mês teremos um encontro de inspiração com pessoas que são referências nacionais e internacionais da busca por vidas mais justas e ecológicas.
Fizemos uma curadoria trazendo grandes referências internacionais da Schumacher e dos saberes indígenas, afro-brasileiros e periféricos. Uma confluência de saberes para nutrir nossos movimentos até o final do ano. Conheça um pouco de quem convidamos:

Geni Núñez
coletividade / descolonização / povo guarani
Psicóloga, escritora e ativista indígena guarani. Pesquisa os impactos do colonialismo nos corpos, afetos e imaginários dos povos originários – e as resistências que os mantêm vivos. Autora de Descolonizando Afetos e Felizes por Enquanto.
Por que a chamamos: Geni mostra que o modo que nos relacionamos e imaginamos futuros carrega as marcas da colonização, nos fragmentando – e como saberes indígenas nos ajudam a importância de circular o cuidado em comunidade.

Helena Norberg-Hodge
localismo / economia / local futures
Linguista, autora e cineasta sueca. Fundadora da Local Futures e criadora do Dia Mundial da Localização. Sua tese central: reconectar produção e vida comunitária ao território local – reduzindo a dependência de um sistema globalizado que alimenta a crise climática e o isolamento.
Por que a chamamos: Helena nos mostra que viver com mais coerência não é apenas uma escolha pessoal – é uma prática política de reconexão com o lugar onde se está. E que a localização não é retrocesso, mas a base para uma economia mais ecológica.

Rob Hopkins
transition towns / imaginação / comunidade
Permacultor e co-fundador do movimento Cidades em Transição – iniciado em 2006 e hoje presente em quase mil comunidades no mundo. O movimento parte de uma pergunta simples: e se a nossa cidade decidisse, coletivamente, se tornar resiliente? Autor de From What Is to What If.
Por que o chamamos: Rob nos lembra que a mudança não começa nas estruturas, mas na imaginação coletiva de comunidades que se encontram, sonham juntas e transformam seus territórios – exatamente o que a Confluência quer ser.

Renato Nogueira
ancestralidade / afroperspectivas / pluriversalidade
Filósofo, escritor e professor na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. A partir da vivência familiar griot herdada dos avós maternos, articula filosofia africana, educação antirracista e pensamento decolonial em livros, literatura infantil, animação e redes sociais.
Por que o chamamos: Uma visão de mundo transformadora, precisa se alimentar de saberes que o Ocidente tentou apagar. Renato nos oferece uma filosofia enraizada em cosmologias africanas – a partir de valores como ubuntu, ancestralidade e pluriversalidade.

Báyò Akómoláfé
pós-ativismo / filosofia iorubá / pós-humanismo
Filósofo e poeta nigeriano. Fundador da The Emergence Network e Scholar in Residence no Schumacher Centre for a New Economics. Enraizado nas cosmologias iorubás, nos provoca a habitar a complexidade e as rachaduras onde o mundo simultaneamente se decompõe e se refaz.
Por que o chamamos: Báyò nos ajuda a não agir a partir dos mesmos pressupostos que geraram os problemas que queremos resolver. Ele nos convida a uma presença mais lenta, mais atenta, mais viva – que a Confluência quer cultivar.

Bel Santos Mayer
literatura / periferias / direitos humanos
Educadora e ativista antirracista no IBEAC e na Rede LiteraSampa – rede de bibliotecas comunitárias em São Paulo e região – faz da literatura um instrumento de direitos humanos e ação comunitária.
Por que a chamamos: Bel nos mostra que transformação sem enraizamento territorial não se sustenta – e que as periferias brasileiras carregam formas de organização, afeto e resistência que precisam estar no centro de qualquer projeto de futuro justo.

Satish Kumar
paz / ecologia profunda / Schumacher College
Ativista pela paz e fundador do Schumacher College – que inspirou o nascimento da ESB. Ex-monge jainista que caminhou mais de 13 mil quilômetros pela paz durante a Guerra Fria. Autor de Amor Radical; Simplicidade Elegante; Solo, Alma e Sociedade.
Por que o chamamos: Satish está na origem à pedagogia que nos reúne. Tê-lo na Confluência é lembrar, juntos, por que estamos aqui – e que amar a Terra e as pessoas não é um ideal distante, mas uma prática cotidiana para a vida toda.




Comentários