[GRAVAÇÕES] Aprender a perceber
Gravações das 4 sessões com Allan Kaplan, Sue Davidoff, Craig Holdrege e Patricia Shaw, em que exploramos a importância das práticas fenomenológicas na ampliação de nossa capacidade de percepção e ação.
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Sobre o convite
"É a observação e não a intervenção que desempenha um papel de cura no mundo. Mudamos o mundo entrando dentro dele."
Allan Kaplan e Sue Davidoff

Você já se sentiu querendo mudar algo mas não encontrar a saída?
Seja um trabalho sem sentido,
um envolvimento com uma causa que te leva ao burnout,
a urgência de mudar um comportamento seu ou de outras pessoas?
O problema pode estar mais fundo do que imaginamos: na própria forma como fomos ensinados a pensar e perceber o mundo.
A raiz da separação

Nosso modo de pensar foi constituído a partir de lógicas modernas e coloniais que nos distanciam da natureza, nos isolam enquanto indivíduos, e fragmentam nosso saber em um pensamento racional que busca apenas certezas e modelos replicáveis.
Navegamos um mundo complexo nos guiando apenas por ideias pré-estabelecidas sobre ele, tornando inevitável atropelar a vida em nosso caminho. Precisamos reconectar nosso pensamento ao mundo que nos rodeia, do qual somos parte interdependente.
Observar antes de agir
A fenomenologia estuda a maneira com que percebemos e damos sentido ao mundo a partir da nossa própria experiência. É uma prática que desenvolve nossa capacidade de observação, aprendendo a:
Perceber padrões que antes eram invisíveis (ou pontos cegos)
Suspender julgamentos automáticos para ampliar o que se vê e portanto as possibilidades de resposta
Conectar pensamento, sentimento e percepção sensorial com o mundo real
Por exemplo: ao invés de entrar em uma reunião com uma solução pronta, você aprende a observar as dinâmicas reais do grupo, ouvir o que não está sendo dito, e responder ao que o momento pede naquele momento - não ao que sua teoria prevê.
Como dizem Allan Kaplan e Sue Davidoff: "Mudamos o mundo entrando dentro dele." - não impondo soluções de fora, mas desenvolvendo a capacidade de observar profundamente e responder ao que a realidade nos mostra.
Desenvolver um pensamento responsivo ao contexto é indispensável para ampliar nossa percepção das possibilidades de resposta às crises que vivemos, e para curar a separação que está na origem delas.
Três práticas fenomenológicas , quatro mestres
A pedagogia que temos desenvolvido nesses 11 anos de Escola Schumacher Brasil se inspira em três grandes vertentes de pensamento e prática fenomenológicas:
Craig Holdrege nos ensina através da natureza: como observar organismos vivos em seu contexto, sem reduzi-los a partes isoladas. Fundador do The Nature Institute e autor de "Pensamento Vivo: as plantas como mestras", Craig mostra como essa habilidade é essencial para entender também sistemas sociais e ecológicos.
Allan Kaplan e Sue Davidoff levam a prática fenomenológica para o campo social: como facilitar mudanças profundas sem impor soluções externas. Fundadores da Proteus Initiative e autores de "Ativismo Delicado: uma abordagem radical para mudança", desenvolvem uma prática social reflexiva que parte da observação cuidadosa do que já está vivo em cada contexto.
Patricia Shaw integra em sua prática teorias da Complexidade e o pensamento de Hannah Arendt: como navegar conversas e processos quando não há respostas prontas. Fundadora da Research in Action Community e autora de "Mudando Conversas em Organizações", Patricia trabalha com a imprevisibilidade da vida social.
Neste curso, exploramos práticas que promovem:

Observação atenta e percepção de padrões em situações complexas
Formas de suspender julgamentos automáticos e ver o que realmente está acontecendo
Integração entre pensamento, sentimento e percepção sensorial
Caminhos para reconectar seu modo de pensar ao mundo vivo que te rodeia
Convidamos esses mestres para compartilhar suas práticas e refletir conosco sobre o desenvolvimento de uma re-educação da atenção para uma ação transformadora em resposta às crises contemporâneas.
Aulas incluídas no programa
Você poderá ter acesso às gravações das sessões que tivemos junto a esses quatro mestres:
Sessão com Allan Kaplan e Sue Davidoff
Sessão com Patricia Shaw
Sessão com Craig Holdrege
Sessão com todos professores em diálogo
Sessões de 1h30min em que fizemos as mesmas perguntas aos quatro sobre suas práticas e sua importância no contexto atual.
E a cereja do bolo, a sessão final, em que pela primeira vez os quatro se reuniram em diálogo, permitindo vislumbrar aspectos comuns e complementares de suas práticas.
São conversas riquíssimas, que vale muito a pena assistir a gravação. ( já fizemos inclusive um programa de aprofundamento a partir delas).
Acesso à gravação da palestra
Para quem não conseguiu estar presencialmente, estamos oferecendo o acesso a essa gravação com áudio original em inglês ou com interpretação em português, através desta oportunidade de fazer uma doação para a ampliação do alcance da Escola Schumacher Brasil.
Somos uma associação sem fins lucrativos sem apoio financeiro externo. Nos últimos 11 anos, nossas atividades foram sustentadas pelas contribuições financeiras nos cursos. Queremos ampliar nossa atuação e chegar a públicos mais amplos e diversos, que não têm acesso aos cursos.
Estamos reestruturando nosso ecossistema financeiro para isso, e você pode fazer parte desse movimento nos apoiando com essa doação, ou entrando em contato para apoios mais estruturais.
Ao fazer uma doação, no valor que você puder, você receberá o link para a gravação (garanta que o email cadastrado está correto, e caso não chegue, verifique a pasta de promoções ou spam). Receberá também nossa gratidão por nos ajudar a levar a educação Schumacher a mais e mais pessoas.
Acesso social
Se você não tem condições financeiras de doar para acessar a gravação , clique neste link e envie o formulário que enviaremos a gravação sem custos.
Sobre os professores

Craig Holdrege, Ph.D., Craig Holdrege, Ph.D., é cofundador e diretor do The Nature Institute, em Ghent, Nova York — uma organização dedicada a desenvolver e aprofundar a fenomenologia goetheana por meio de pesquisas, educação de adultos e publicações. Seu interesse central é a natureza interconectada de todas as coisas e como podemos transformar nosso modo de pensar e perceber para compreender a vida de maneiras verdadeiramente vivas, criando assim uma base para uma ação humana responsável. Ele realiza estudos sobre plantas e animais e também escreve sobre o pensamento científico e os novos desdobramentos nas ciências biológicas. Craig é autor de inúmeros artigos, monografias e livros, entre eles Pensamento vivo: as plantas como mestras.

Allan Kaplan e Sue Davidoff vêm trabalhando intensamente no Brasil, na África, Europa, Austrália e Nova Zelândia a partir de um modo de pensar e agir no campo social que vieram a chamar de "Ativismo delicado" (inspirado no "empirismo delicado" do J.W. Goethe). Há muitos anos eles trabalham, praticam, escrevem e ensinam a abordagem Goetheana especialmente com a intenção de iluminar a ação na esfera social. Allan e Sue trabalham de forma experiencial, buscando sempre fazer sentido da experiência observada. Segundo a fenomenologia, a maneira como prestamos atenção ao mundo muda o mundo ao qual prestamos atenção. Sua abordagem vai ao encontro do pensamento orgânico e holístico, tendo a natureza como referência para sustentar o desenvolvimento de pessoas e instituições.

Patricia Shaw, além de professora e conselheira da Schumacher na Inglaterra e no Brasil, é internacionalmente reconhecida por sua abordagem como consultora e pesquisadora, integrando seus estudos da complexidade e da improvisação a seu profundo conhecimento do pensamento de Hannah Arendt, para dar forma a uma prática fenomenológica e dialógica de facilitação de mudanças em organizações e comunidades. Fundadora do doutorado profissional da Universidade de Hertfordshire e da Research in Action Community da Schumacher Society, ela é também autora de livros como “Changing Conversations in Organisations: a complexity approach to change”.
Sobre os facilitadores

Bia Tadema é mestre em Economia para Transição pelo Schumacher College (Inglaterra), Beatriz trabalhou como facilitadora junto aos mestrados de Ciências Holísticas e Economia para Transição. Hoje a frente dos movimentos da Escola Schumacher Brasil, atua como facilitadora e consultora em organizações de diferentes formatos e contextos. Desde 2019, Beatriz integra a Schumacher Worldwide Research in Action Community, onde atua como pesquisadora.

Luiz Gabriel possui graduação e mestrado em engenharia ambiental pela UFSC. Ele dedica-se à educação ambiental desde 2010, atuando em projetos em escolas, comunidades, e na formação de professores. Após morar na Schumacher College em 2013, participou dos movimentos de criação da ESB, estando envolvido com suas atividades desde o início, como professor e, hoje, diretor associado. Dedica-se também à dança, sendo bailarino da Grão Cia de Dança desde 2014, e integrando a arte transversalmente em sua prática pedagógica.
Inscrições
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