Aprender a perceber: reconectando pensamento e ação ao mundo real
Venha ampliar sua capacidade de percepção e ação com as práticas fenomenológicas de Craig Holdrege, Allan Kaplan e Sue Davidoff, e Patricia Shaw.


Início e local
03 de fev. de 2026, 12:00 BRT
Online por Zoom
Sobre o convite
"É a observação e não a intervenção que desempenha um papel de cura no mundo. Mudamos o mundo entrando dentro dele." Allan Kaplan e Sue Davidoff

Você já se sentiu querendo mudar algo mas não encontrar a saída? Seja um trabalho sem sentido, um envolvimento com uma causa que te leva ao burnout, a urgência de mudar um comportamento seu ou de outras pessoas?
O problema pode estar mais fundo do que imaginamos: na própria forma como fomos ensinados a pensar e perceber o mundo.
A raiz da separação

Nosso modo de pensar foi constituído a partir de lógicas modernas e coloniais que nos distanciam da natureza, nos isolam enquanto indivíduos, e fragmentam nosso saber em um pensamento racional que busca apenas certezas e modelos replicáveis.
Navegamos um mundo complexo nos guiando apenas por ideias pré-estabelecidas sobre ele, tornando inevitável atropelar a vida em nosso caminho. Precisamos reconectar nosso pensamento ao mundo que nos rodeia, do qual somos parte interdependente.
Observar antes de agir
A fenomenologia estuda a maneira com que percebemos e damos sentido ao mundo a partir da nossa própria experiência. É uma prática que desenvolve nossa capacidade de observação, aprendendo a:
Perceber padrões que antes eram invisíveis (ou pontos cegos)
Suspender julgamentos automáticos para ampliar o que se vê e portanto as possibilidades de resposta
Conectar pensamento, sentimento e percepção sensorial com o mundo real
Por exemplo: ao invés de entrar em uma reunião com uma solução pronta, você aprende a observar as dinâmicas reais do grupo, ouvir o que não está sendo dito, e responder ao que o momento pede naquele momento - não ao que sua teoria prevê.
Como dizem Allan Kaplan e Sue Davidoff: "Mudamos o mundo entrando dentro dele." - não impondo soluções de fora, mas desenvolvendo a capacidade de observar profundamente e responder ao que a realidade nos mostra.
Desenvolver um pensamento responsivo ao contexto é indispensável para ampliar nossa percepção das possibilidades de resposta às crises que vivemos, e para curar a separação que está na origem delas.
Três práticas fenomenológicas , quatro mestres
A pedagogia que temos desenvolvido nesses 11 anos de Escola Schumacher Brasil se inspira em três grandes vertentes de pensamento e prática fenomenológicas:
Craig Holdrege nos ensina através da natureza: como observar organismos vivos em seu contexto, sem reduzi-los a partes isoladas. Fundador do The Nature Institute e autor de "Pensamento Vivo: as plantas como mestras", Craig mostra como essa habilidade é essencial para entender também sistemas sociais e ecológicos.
Allan Kaplan e Sue Davidoff levam a prática fenomenológica para o campo social: como facilitar mudanças profundas sem impor soluções externas. Fundadores da Proteus Initiative e autores de "Ativismo Delicado: uma abordagem radical para mudança", desenvolvem uma prática social reflexiva que parte da observação cuidadosa do que já está vivo em cada contexto.
Patricia Shaw integra em sua prática teorias da Complexidade e o pensamento de Hannah Arendt: como navegar conversas e processos quando não há respostas prontas. Fundadora da Research in Action Community e autora de "Mudando Conversas em Organizações", Patricia trabalha com a imprevisibilidade da vida social.
Nesta experiência, você vai exercitar:

Práticas de observação atenta e percepção de padrões em situações complexas
Formas de suspender julgamentos automáticos e ver o que realmente está acontecendo
Integração entre pensamento, sentimento e percepção sensorial
Caminhos para reconectar seu modo de pensar ao mundo vivo que te rodeia
Convidamos esses mestres para compartilhar suas práticas e refletir conosco sobre o desenvolvimento de uma re-educação da atenção para uma ação transformadora em resposta às crises contemporâneas. Uma oportunidade de experimentar diretamente abordagens que podem ampliar sua forma de perceber, pensar e agir no mundo.
Estrutura do programa Serão quatro dias de programa online, divididos em dois momentos:
EXPERIÊNCIA | 03 a 05 de fevereiro de 2026
Durante os três primeiros dias, nos encontraremos online seguindo este ritmo diário:
12:00 - 13:30 | Diálogo com professor convidado
03.fev (ter) - Allan Kaplan e Sue Davidoff
04.fev (qua) - Patricia Shaw
05.fev (qui) - Craig Holdrege
20:00 - 20:30 | Prática fenomenológica
Práticas para desenvolver uma capacidade mais refinada de perceber o mundo e a vida em sua integralidade a partir do corpo, da escrita, da conversa, da observação.
20:30 - 21:30 | Reflexão em prática
Espaço para a prática reflexiva, vamos trocar e tecer sentidos pessoais e coletivos a partir das conversas com os professores convidados, criando pequenos passos possíveis de ação a partir do contexto individual dos participantes.
INTEGRAÇÃO | 06 de Fevereiro (sex) das 12:00 às 13h30 No último dia após a imersão, nos reuniremos novamente online, em um encontro de reflexão com todos os professores presentes, e facilitação de Bia Tadema e Luiz Gabriel, onde refletiremos juntos como as provocações do programa reverberaram em nossas vidas e práticas.
As sessões com professores internacionais contarão com tradução simultânea, e todas as sessões serão gravadas e disponibilizadas aos participantes (exceto as conversas em grupos menores). O programa também funciona como percurso auto-dirigido através das gravações e orientações.
Para quem é essa experiência?

Pessoas em busca de um espaço seguro e de apoio para explorar temas sensíveis e questões de nosso tempo;
Profissionais, ativistas e educadores buscando perspectivas mais profundas e decoloniais sobre educação e transformação social;
Pessoas interessadas em aprender práticas que desenvolvem nossa capacidade de perceber e responder ao mundo, para além do pensamento abstrato e teórico sobre ele;
Para quem busca fortalecer sua capacidade de navegar as incertezas e transformações de nosso tempo contribuindo para a regeneração planetária;
Pessoas dispostas a questionar certezas estabelecidas e explorar novas formas de pensar e se relacionar com o mundo;
Este será um espaço para mergulharmos em temas profundos e desafiadores, é importante haver disposição para navegar emoções desconfortáveis e processos de transformação pessoal e coletiva, com abertura para diferentes perspectivas e formas de conhecimento, em um espaço de confiança e senso de comunidade.
Contribuição financeira
Somos uma associação sem fins lucrativos, e todas nossas atividades são sustentadas pela contribuição dos participantes nos cursos. Para este curso oferecemos quatro possibilidades de valor. Convidamos você a escolher o valor como forma de se responsabilizar pela viabilização financeira deste espaço de aprendizagem, de acordo com sua renda e disponibilidade de recursos financeiros.
Contribuição mínima (R$80/dia, total R$320)
Valor mínimo para participação, que nos permite cobrir os custos de realização do curso.
Contribuição suporte (R$110/dia, total R$440)
Além de cobrir os custos de realização do curso, viabiliza a oferta de uma bolsa parcial.
Contribuição abundante (R$140/dia, total R$560)
Além de cobrir os custos de realização do curso, viabiliza a oferta de uma bolsa integral.
Bolsa parcial (R$40/dia, total R$160)
Valor com bolsa parcial, para aqueles que não puderem cobrir os custos mínimos de participação no curso.
Se você precisar solicitar uma bolsa integral para participar, clique neste link e envie o formulário que consideraremos a possibilidade e daremos um retorno.
Sobre os professores

Craig Holdrege, Ph.D., Craig Holdrege, Ph.D., é cofundador e diretor do The Nature Institute, em Ghent, Nova York — uma organização dedicada a desenvolver e aprofundar a fenomenologia goetheana por meio de pesquisas, educação de adultos e publicações. Seu interesse central é a natureza interconectada de todas as coisas e como podemos transformar nosso modo de pensar e perceber para compreender a vida de maneiras verdadeiramente vivas, criando assim uma base para uma ação humana responsável. Ele realiza estudos sobre plantas e animais e também escreve sobre o pensamento científico e os novos desdobramentos nas ciências biológicas. Craig é autor de inúmeros artigos, monografias e livros, entre eles Pensamento vivo: as plantas como mestras.

Allan Kaplan e Sue Davidoff vêm trabalhando intensamente no Brasil, na África, Europa, Austrália e Nova Zelândia a partir de um modo de pensar e agir no campo social que vieram a chamar de "Ativismo delicado" (inspirado no "empirismo delicado" do J.W. Goethe). Há muitos anos eles trabalham, praticam, escrevem e ensinam a abordagem Goetheana especialmente com a intenção de iluminar a ação na esfera social. Allan e Sue trabalham de forma experiencial, buscando sempre fazer sentido da experiência observada. Segundo a fenomenologia, a maneira como prestamos atenção ao mundo muda o mundo ao qual prestamos atenção. Sua abordagem vai ao encontro do pensamento orgânico e holístico, tendo a natureza como referência para sustentar o desenvolvimento de pessoas e instituições.

Patricia Shaw, além de professora e conselheira da Schumacher na Inglaterra e no Brasil, é internacionalmente reconhecida por sua abordagem como consultora e pesquisadora, integrando seus estudos da complexidade e da improvisação a seu profundo conhecimento do pensamento de Hannah Arendt, para dar forma a uma prática fenomenológica e dialógica de facilitação de mudanças em organizações e comunidades. Fundadora do doutorado profissional da Universidade de Hertfordshire e da Research in Action Community da Schumacher Society, ela é também autora de livros como “Changing Conversations in Organisations: a complexity approach to change”.
Sobre os facilitadores

Bia Tadema é mestre em Economia para Transição pelo Schumacher College (Inglaterra), Beatriz trabalhou como facilitadora junto aos mestrados de Ciências Holísticas e Economia para Transição. Hoje a frente dos movimentos da Escola Schumacher Brasil, atua como facilitadora e consultora em organizações de diferentes formatos e contextos. Desde 2019, Beatriz integra a Schumacher Worldwide Research in Action Community, onde atua como pesquisadora.

Luiz Gabriel possui graduação e mestrado em engenharia ambiental pela UFSC. Ele dedica-se à educação ambiental desde 2010, atuando em projetos em escolas, comunidades, e na formação de professores. Após morar na Schumacher College em 2013, participou dos movimentos de criação da ESB, estando envolvido com suas atividades desde o início, como professor e, hoje, diretor associado. Dedica-se também à dança, sendo bailarino da Grão Cia de Dança desde 2014, e integrando a arte transversalmente em sua prática pedagógica.
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